sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Prazo para validar faturas em 2018

O prazo para validar faturas de 2017 é até dia 15 de fevereiro de 2018.
Tem assim até ao dia 15 de fevereiro para ir ao Portal das Finanças e validar as faturas pedidas em 2017 com o Número de Identificação Fiscal (NIF). 
Assim pode usufruir do benefício fiscal de dedução de despesas dedutíveis.
Em anos anteriores a tarefa devia ter ficado terminada até ao mesmo dia 15 de fevereiro, mas o Governo decidiu prolongar o prazo por mais alguns dias. Em 2017 não se alargou esse prazo.
Caso tenha deixado passar esse prazo ainda pode inserir alguns tipos de despesas no IRS, na altura do seu preenchimento (de 1 de abril a 31 de maio em 2018).
fonte: Economias



IRS - SÓ PELA INTERNET


Entrega de IRS em 2018 só pela Internet – Novos Modelo 3 anexos

Confirma-se, é uma das novidades do ano, em 2018, a entrega de IRS só poderá ser efetuada através do Portal das Finanças. Além disso, o novo Modelo 3 do IRS para 2018 e os respetivos anexos já foram publicados em Diário da República através da Portaria n.º 385-H/2017 2º Suplemento, Série I de 2017-12-29.

A referida portaria do Ministério das Finanças “aprova os novos modelos de impressos destinados ao cumprimento da obrigação declarativa prevista no n.º 1 do artigo 57.º do Código do IRS e respetivas instruções de preenchimento a vigorar no ano de 2018” ou seja, atualiza o modelo 3 utilizado para a declaração anual do IRS.

Se ainda não tem senha para entrar no site das finanças faça o seu pedido, ainda vai a tempo. Se tiver dúvidas não exite em procurar um Contabilista Certificado.


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

PÓS GRADUAÇÃO EM GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR  

Curso de Formação Especializada acreditado pelo CCPFC

5ª Edição






Inscrições Abertas em: PG AGE

PÓS GRADUAÇÃO EM GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR  

Curso de Formação Especializada acreditado pelo CCPFC

4ª Edição






Inscrições Abertas em: PG AGE

quarta-feira, 10 de junho de 2015

XV Congresso Internacional de Contabilidade e Auditoria - ISCAC Coimbra

A OTOC e ISCAC organizam, em Coimbra, a 11 e 12 junho de 2015, um grande congresso sobre as novas tendências no âmbito da contabilidade e auditoria. 


domingo, 1 de fevereiro de 2015

2ª Edição - Pós-Graduação/Curso de Formação Especializada em Gestão e Administração Escolar

Em funcionamento...
Curso de Formação Especializada está acreditado junto do Conselho Científico ePedagógico da Formação Contínua (CCPFC/CFE-2795/13) cumprindo  os termos do Decreto-Lei 95/97, de 23 de Abril. 


Coordenação Científica: 
Guilhermina Freitas
Hilda Pinto Gonçalves
Georgina Morais


Adicionalmente, todos os módulos estão acreditados individualmente junto do CCPFC:

Administração e Gestão Escolar, 25 h, 1 crédito (concluído)
Avaliação e Formação Contínua dos Recursos Humanos, 25 h, 1 crédito
Comunicação e Gestão de Conflitos, 30 h , 1,2 créditos
Contabilidade das Organizações Escolares, 25 h, 1 crédito
Contratação Pública, 25h, 1 crédito
Informática Aplicada à Gestão Escolar, 25 h, 1 crédito
Liderança e Motivação, 25 h, 1 crédito (concluído)
Metodologia de Investigação e Trabalho de Projeto, 40 h, 1,6 créditos
Procedimento Administrativo na Gestão Escolar, 25 h, 1 crédito (concluído)
Quadro de Avaliação e Responsabilização e o Controlo Interno nas organizações escolares, 25 h, 1 crédito

Ainda poderá inscrever-se nos módulos isolados, informações aqui:





1ª EDIÇÃO DO MBA EM GESTÃO DAS INDÚSTRIAS DA CULTURA E DO TURISMO - COIMBRA BUSINESS SCHOOL - ISCAC

O MBA em Gestão Indústrias da Cultura e do Turismo foi estruturado com o objetivo de fornecer conhecimentos que assegurem aos formandos o domínio das metodologias e práticas de ação mais adequadas ao desenvolvimento de projetos articulando a Gestão dos Bens culturais com as Industrias Criativas e o Turismo.

Pretende-se assim criar condições com vista ao desenvolvimento de sinergias entre aspetos tão complementares como os que podemos englobar no universo dos bens culturais enquadrando-os na complexidade da estrutura social de cada território pois só assim será possível potenciar o desenvolvimento das regiões e das suas populações.


Mais informações clique aqui:

quarta-feira, 4 de junho de 2014

2ª Edição - Pós-Graduação/Curso de Formação Especializada em Gestão e Administração Escolar

O ISCAC e a Coimbra Business School promovem, a partir de outubro de 2014, a 2ª Edição do Curso de Pós-Graduação/Curso de Formação Especializada em Gestão e Administração Escolar, relativamente ao qual poderá encontrar toda a informação em: http://bs.iscac.pt/?_o=21&_p=16.

O Curso de Formação Especializada está acreditado junto do Conselho Científico ePedagógico da Formação Contínua (CCPFC/CFE-2795/13) cumprindo  os termos do Decreto-Lei 95/97, de 23 de Abril. 

Adicionalmente, todos os módulos estão acreditados individualmente junto do CCPFC:
Administração e Gestão Escolar, 25 h, 1 crédito
Avaliação e Formação Contínua dos Recursos Humanos, 25 h, 1 crédito
Comunicação e Gestão de Conflitos, 30 h , 1,2 créditos
Contabilidade das Organizações Escolares, 25 h, 1 crédito
Contratação Pública, 25h, 1 crédito
Informática Aplicada à Gestão Escolar, 25 h, 1 crédito
Liderança e Motivação, 25 h, 1 crédito
Metodologia de Investigação e Trabalho de Projeto, 40 h, 1,6 créditos
Procedimento Administrativo na Gestão Escolar, 25 h, 1 crédito
Quadro de Avaliação e Responsabilização e o Controlo Interno nas organizações escolares, 25 h, 1 crédito

 Mais informações em  http://bs.iscac.pt/?_o=20 



Coordenação Científica: 
Guilhermina Freitas
Hilda Pinto Gonçalves
Georgina Morais

Master Marketing Digital 360


O Master Marketing Digital 360 trata-se de uma formação inovadora, única, num formato simples, prático e orientado para resultados – destinado para empresas ou profissionais. 
O melhor dos dois mundos: conteúdos em formato e-Learning, mas deixamos o mais importantes para as sessões presenciais, assumindo assim o formato de b-Learning, comprometido com o seu sucesso!
Mais informações AQUI!


domingo, 16 de março de 2014

Entrega de IRS em 2014

Os  prazos para a entregas do IRS 2013 (a entregar em 2014), relativo ao rendimentos auferidos em 2013, diferem consoante a categoria de rendimentos do contribuinte e o método de entrega das declarações.
Todos os contribuintes que usufruam de rendimentos, provenientes de pensões, tabalho dependente ou trabalho independente, são obrigados a preencher a declaração Modelo 3, de acordo com o Código do IRS. O prazo de reembolso do IRS para os contribuintes que entreguem as declarações via eletrónica é de 20 dias.
 Datas de entrega IRS em 2014 (rendimentos de 2013)
Entregas em papel
§  1ª Fase - 1 a 31 de Março de 2014, para rendimentos das categorias A e H;
§  2ª Fase - 1 a 30 de Abril de 2014, para os restantes rendimentos.
Entrega via internet
§  1ª Fase - 1 a 30 de Abril de 2014, para rendimentos das categorias A e H;

§  2ª Fase - 1 de Maio a 31 de Maio de 2014, para os restantes rendimentos.


MASTER MARKETING DIGITAL 360




Formação inovadora, única, num formato simples, prático e orientado para resultados - destinado para empresas ou profissionais. O melhor dos dois mundos: conteúdos em formato e-Learning, mas deixamos o mais importantes para as sessões presenciais, assumindo assim o formato de b-Learning, comprometido com o seu sucesso!
Adquira competências ao seu ritmo, implementando de imediato com acompanhamento especializado de formador certificado. Para além do conhecimento valioso, terá oportunidade de colocar em prática e observar resultados no decorrer do Master, obtendo rapidamente Retorno do Investimento com uma formação e serviços Premium.
Veja mais AQUI

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Pós-Graduação/Curso de Formação Especializada em Gestão e Administração Escolar

O ISCAC e a Coimbra Business School promovem, a partir de outubro de 2013, o Curso de Pós-Graduação/Curso de Formação Especializada em Gestão e Administração Escolar, relativamente ao qual poderá encontrar toda a informação em: http://bs.iscac.pt/?_o=21&_p=16.

O Curso de Formação Especializada está acreditado junto do Conselho Científico ePedagógico da Formação Contínua (CCPFC/CFE-2795/13) cumprindo  os termos do Decreto-Lei 95/97, de 23 de Abril. 

Adicionalmente, todos os módulos estão acreditados individualmente junto do CCPFC:
Administração e Gestão Escolar, 25 h, 1 crédito
Avaliação e Formação Contínua dos Recursos Humanos, 25 h, 1 crédito
Comunicação e Gestão de Conflitos, 30 h , 1,2 créditos
Contabilidade das Organizações Escolares, 25 h, 1 crédito
Contratação Pública, 25h, 1 crédito
Informática Aplicada à Gestão Escolar, 25 h, 1 crédito
Liderança e Motivação, 25 h, 1 crédito
Metodologia de Investigação e Trabalho de Projeto, 40 h, 1,6 créditos
Procedimento Administrativo na Gestão Escolar, 25 h, 1 crédito
Quadro de Avaliação e Responsabilização e o Controlo Interno nas organizações escolares, 25 h, 1 crédito

Esta PG/CFE está em fase de aceitação de candidaturas até 27 de setembro e tem início previsto para outubro de 2013. Mais informações em  http://bs.iscac.pt/?_o=20 







segunda-feira, 29 de julho de 2013

Facebook Marketing para Empresas

Gestão Empresarial


INTRODUÇÃO
A presença empresarial nas Redes Sociais é hoje incontornável no âmbito da estratégia de Marketing Digital da Empresa.

Tanto em projetos B2B como B2C o Facebook apresenta-se como uma natural opção de presença empresarial face à sua importante taxa de penetração que possui na população portuguesa online de quase 89%* (Fonte: Social Bakers).

Os gestores da Comunidade online têm de estar preparados para alguns desafios:
A criação de conteúdos na página que gerem engagement, a necessidade de integração da presença no Facebook com o offline e outros canais digitais, a qualificação e conversão dos fãs em potenciais Clientes, a capacidade de analisar resultados de performance da página e ainda skills na criação de campanhas de Publicidade no Facebook. 
DURAÇÃO
14 Horas
LOCALIZAÇÃO

Hotel Quinta das Lágrimas - Coimbra

Mais informações em: 


domingo, 28 de julho de 2013

Formação de Facebook Marketing

Coimbra

Conteúdo programático: 

O novo paradigma e as principais redes sociais/ Formas das empresas apostarem no Facebook/ A plataforma, personalização e definições/ Escrever conteúdo e o EdgeRank/ As Estatísticas do Facebook/ Aplicações de Facebook/ Anúncios de Facebook.

Dia 5 de Outubro das 10 às 13h e das 14h às 18h

Desconto de 10% para inscritos até dia 10 de Agosto!

No final da formação deverá ser capaz de entender todas as potencialidade e limitações da plataforma e estar preparado para elaborar um plano de como a sua empresa deverá estar na plataforma.
Mais informações aqui: 

terça-feira, 23 de julho de 2013

Concurso nacional de docentes 2013/2014: Prioridades na mobilidade interna

E os concursos continuam...

"Agora que a primeira fase do concurso nacional foi ultrapassado, seguimos para a mobilidade interna e contratação inicial. Irei começar com uma sequência de posts relativos à mobilidade interna, para depois abordar a contratação inicial.

Assim,

Quem são os colegas que podem ou têm de concorrer à mobilidade interna?

A mobilidade interna destina-se aos professores que se encontrem numa das seguintes situações: 

a) docentes de carreira a quem não é possível atribuir pelo menos seis horas de componente letiva; 
b) docentes de carreira do quadro de zona pedagógica não colocados no concurso interno; 
c) docentes de carreira do quadro dos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas que pretendam exercer transitoriamente funções docentes noutro agrupamento de escolas ou escola não agrupada.


E existe obrigatoriedade no concurso à mobilidade interna?

As situações a) e b) implicam a obrigatoriedade de concorrer a mobilidade interna. Estas situações eram anteriormente denominadas de "Destacamento por Ausência de Componente Letiva" (DACL).

A situação c) é opcional, e traduz-se naquilo que antes se denominava por "Destacamento por Aproximação à Residência" (DAR)."

Fonte:



quarta-feira, 10 de julho de 2013

Swaps e outros derivados OTC (over-the-counter)

Aqui fica uma explicação muito interessante sobre este tema por 
Miguel Pimentel

"De repente abrimos os jornais e percebemos que todos conhecem os swaps, aqueles instrumentos financeiros que provocaram cerca de 3 mil milhões de euros de prejuízos ao Estado. A opinião dominante parece classificar estes instrumentos como especulativos, uma espécie de aposta numa coisa esotérica que claramente deveria ser vedada a empresas públicas. Pois de facto não são as características destes instrumentos que os tornam especulativos ou de cobertura de riscos, mas sim a sua utilização. Em rigor o Estado pode até não estar a perder dinheiro mas sim a ter um custo de oportunidade, o resto é política ou vozes de quem não sabe o que diz.
Comecemos por alguns conceitos:
(1) derivados são instrumentos financeiros cujo valor e evolução futura do mesmo deriva do valor de um determinado activo subjacente, como por exemplo uma acção, um índice, uma mercadoria ou uma taxa de juro; 

(2) pelo padrão dos possíveis fluxos financeiros que estão associados aos derivados distinguem-se 2 grupos, os lineares, como os futuros, os swaps e os fras, e os não lineares, em geral as opções ou conjuntos de opções, como os caps, os floors, os swaptions ou as opções sobre obrigações; 
(3) a negociação de derivados poderá ser particular, OTC (over-the-counter), também chamado de mercado de balcão, ou negociados em bolsas, ETD (exchange-traded derivatives); 
(4) é comum classificar-se os derivados pelo tipo de activo subjacente, nomeadamente derivados sobre acções, sobre taxas de juros, sobre taxas de câmbios, sobre mercadorias ou sobre crédito.

Há imensos tipos de swaps, normalmente agrupados em 5 grupos, swapssobre taxas de juros, sobre moedas, sobre crédito, sobre mercadorias e sobre acções. Em comum é que se trata sempre de uma troca dos fluxos financeiros associados a um determinado activo ou ao valor de um determinado activo, o chamado valor nocional.

Vou dar um exemplo doméstico. Quando cada um dos meus filhos nasceu abri uma conta num corretor com 100 contos, que fui investindo na compra de acções e na utilização de futuros sobre acções e sobre índices. A ideia era poderem comprar um carro quando tivessem idade para isso e entretanto aprenderem alguma coisa sobre investimento. Com o tipo de risco que usava na gestão destas contas era normal ter meses com resultados muito simpáticos mas também meses com prejuízos terríveis. Aos 13 anos disse-me um deles: esta conta já esteve com €15.000 e agora está com €12.000, não posso fazer nada para ter um resultado certo mensal em vez destas variações? Podes, podes vender tudo o que tens e comprar obrigações que te rendem 5% ao ano, o que te dá €50 por mês. E assim não corro riscos, certo? Bom, se não fizeres nada disso não sabes hoje o valor da tua carteira daqui a 5 anos, poderá ser até mais baixo que hoje, por exemplo €10.000 mas também pode subir, por exemplo para €25.000. Então o que deve ser feito? Depende do teu perfil de risco, não há certo e errado nestas coisas, tens que conhecer é as consequências da decisão que tomares. Eu acho que prefiro as obrigações, tu o que escolhias? Eu escolhia as acções. Fazemos assim, não mexemos no que tens e em cada mês fazemos as contas, no final dos 5 anos, eu dou-te €50 por cada mês e tu dás-me o resultado que a carteira tiver, assim sabes que no final tens sempre €15.000, independentemente da evolução do valor da tua conta. Vamos ver se percebi, o que acontece no final se o valor da minha conta for €25.000? Nesse caso eu dou-te os €3.000 e tu dás-me €13.000, ficas com €15.000. E se no final o valor for €10.000? É só fazer as contas, nesse caso tenho que te dar os €3.000 mais €2.000 que corresponde ao resultado negativo da tua conta, ficas na mesma com €15.000. Mas se a conta vale no final €25.000 eu perco €10.000, não? Não, deixas é de ganhar €10.000, chama-se a isso custo de oportunidade mas compreendo que te venha a parecer um prejuízo efectivo. Isto é um swap!

Os swaps que temos ouvido falar terem sido utilizados pelas empresas públicas e que geraram fortes prejuízos são de taxas de juro. Basicamente as empresas tinham empréstimos com taxas de juro variável e quiseram anular o risco de subida de taxas contratando um swap. Fui ver um caso concreto, na Companhia Carris de Ferro de Lisboa, S.A., conhecida por Carris. No relatório referente ao exercício de 2012 podemos ler assim “A partir de 2005, face a` subida das taxas de juro, a Empresa contratou swaps para cobertura do risco, os quais geraram fluxos financeiros, em termos líquidos de +1,6 milhões de euros em 2006, de +5,5 milhões de euros em 2007 e de + 9,0 milhões de euros em 2008. Com a descida das taxas de juro em 2009, o fluxo financeiro líquido foi de -5,0 milhões de euros, em 2010 de -15,6 milhões de euros, em 2011 de -13,8 milhões de euros e em 2012 de -17,0 milhões de euros.”
A mim parece-me do mais sensato as empresas terem celebrado este tipo de contratos. A que propósito é que a Carris deve ficar sujeita a taxa de juro no futuro que desconhece? Se não se consegue endividar a taxas fixas bom é que faça um swap para deixar de estar sujeito a taxas variáveis e saber com o que conta no futuro. Ouvi alguns dizer que as empresas não deviam fazer este tipo de contrato por serem especulativos. Tenho quase sempre alguma dificuldade de entender o que chamam de especulação, mas vamos lá ver, ter uma taxa fixa num empréstimo é especulação e estar sujeito a variações periódicas na taxa não é?

Por certo que os 3 mil milhões de euros de prejuízos que se fala em relação a este tipo de contratos não são apenas o resultado de swaps de taxa juro na forma simples, os chamados plain vanilla, mas sim de algumas variações aos mesmos, em particular negociados durante a sua vigência e em situações em que as empresas aceitam, ou são forçadas a aceitar, transformar os contratos simples iniciais por outros bem mais complexos a que podemos de exóticos, por oposição aos plain vanilla.
No caso mais simples em que alguém tem um empréstimo com uma taxa de juro variável, por exemplo Euribor a 3 meses acrescido de um spread, a contratação de um swap de taxa de juro equivale a substituir o empréstimo por um outro do mesmo valor em que a taxa de juro seja fixa. Por certo que se o expediente tivesse sido este, trocando efectivamente os empréstimos, provavelmente ninguém falaria hoje em prejuízo, até porque ele não existiria contabilizado, muito embora o resultado fosse exactamente o mesmo. Se alguém faz de inicio um empréstimo a uma taxa de juro fixa, dizemos, financeiramente, que não está a correr risco pois sabe exactamente quanto vai pagar na vigência do financiamento. Claro que se a taxa de juro subir poderemos vir a considerar o empréstimo de taxa fixa um excelente negócio mas se a taxa de juro descer teremos um chamado custo de oportunidade, isto é, podemos estar a pagar um valor de juro mais alto do que pagaríamos se o financiamento fosse efectuado nas condições atuais.
Anular riscos nem sempre é bom, seja em taxas de juro, em câmbios em preços de mercadorias ou outra coisa qualquer. Imaginem que estou a produzir uma encomenda para exportar para os Estados Unidos daqui a 3 meses por 1 milhão de dólares. Eu não sei, ninguém sabe, qual o cambio do Eur/Usd para daqui a 3 meses mas se quiser posso fixá-lo sem problema, por exemplo contratando com um banco a venda desse milhão de dólares para daqui a 3 meses. É curioso o disparate sobre este tipo de operações que o Banco ao fixar um câmbio deste tipo está a correr ele o risco em vez do cliente. Nada, ninguém vai correr risco nenhum. O Banco simplesmente pede hoje emprestado por 3 meses uns dólares que no final amortiza com o milhão de dólares (que eu vou receber), entretanto converte os dólares hoje em euros e aplica-os também por 3 meses. A taxa de câmbio a prazo será calculada de acordo com o valor dos euros aplicados que correspondem ao vencimento do financiamento em dólares. Um câmbio a prazo não é mais que a diferença de taxas de juro aplicada a cada moeda, ninguém está a correr qualquer risco. Mas daqui a três meses o dólar pode estar muito mais alto e eu “vou” perder dinheiro. Não, não vou perder, vou deixar de ganhar, é bem diferente.
Mas gerir o risco de taxa de juro é apenas isto? Transformar taxas variáveis em taxas fixas ou vice-versa? Do ponto de vista financeiro sim, para um gestor financeiro risco é algo futuro que não se conhece o valor hoje. Uma outra coisa bem diferente é: mas os gestores querem anular todos os riscos? Claro que não, por um princípio geral nas finanças que em linguagem popular muitas vezes se diz “não há almoços grátis”. Se perante um qualquer negócio, financeiro ou não, retirarmos todos os riscos, ficamos no final com uma aplicação financeira a uma taxa de retorno isenta de risco, que é coisa raramente apetecível para um empreendedor, que se assume como um tomador de riscos, assumidos supostamente de forma criteriosa de forma a proporcionar um bom resultado no final.
Voltando às taxas de juro, alguém que tenha um (ou vários) financiamento(s) a taxas fixas não pode ou não deve fazer nada? A regra normalmente aceite é a seguinte: as empresas devem assumir os riscos normais inerentes ao seu negócio e anular os que são acessórios à sua actividade. Se me considerar especialista em taxas de juro nada me impede de especular sobre a sua subida ou descida, mas se trabalho numa empresa de transportes faz sentido fazer a mesma coisa? Já me parece que não. Se eu exporto ou importo em moedas diferentes do Euro devo estar sujeito a variações de câmbio? Não me parece. Se eu transformo algodão em fio, ou em malha, devo estar sujeito às variações dos preços das matérias-primas? Penso que não. Se eu tenho uma refinaria, devo estar sujeito às variações do mercado do petróleo. Para quê? Não digo que uma empresa privada não o faça, desde que tenha dinheiro para tal e que esteja de acordo com o perfil de risco dos sócios, mas uma empresa pública deve fazê-lo? A que propósito?
Com o nosso dinheiro fazemos o que queremos. A mim pode-me apetecer “apostar” que a Libor a 3 meses daqui a um ano está acima de 4% e então compro um Caplet e posso ao mesmo tempo querer ganhar algum se a mesma taxa estiver abaixo de 2% e então compro um Florlet. Pode-me apetecer replicar isso para cada três meses durante cinco anos e então o que quero é uma carteira de Caplets, que se chama Cap, e um conjunto de Florlets, que se chama Floor. Posso achar por exemplo que as taxas hoje estão baixas e querer aproveitar para fixar a taxa para um empréstimo que prevejo fazer daqui a 3 anos.

Mesmo no caso dos swaps que temos ouvido, a mim não me choca nada que as empresas tenham feito um financiamento a taxa variável em primeiro lugar e que em dado momento pretenderam não correr o risco de uma subida de taxas de juro, o que parece sensato em 2005 ou 2006, e fizeram um swap. Também não me chocaria que ao mesmo tempo que fizeram o swapcomprassem alguma opção ou um conjunto de opções para poder vir a beneficiar de uma eventual descida de taxas.
Teremos alguns casos em que as empresas não souberam ou não tiveram boas condições de alterar as posições que tinham, nomeadamente de comprar osCaps a preços decentes, outras vezes terão assumido posições em derivados exóticos que dificilmente encontro explicação mas daí a afirmar que nunca devem ser usados vai uma grande diferença.

Hoje, por exemplo, temos o nível de taxas de juro que todos conhecem. As empresas públicas têm milhões em financiamentos indexados à Euribor. Como contribuinte parece-me de elementar bom-senso que estas empresas se protejam sobre uma subida de taxas de juro. A contratação de swaps é a forma mais eficiente de o fazerem, caso contrário estaremos a especular, o que não é uma coisa agradável que o Estado faça com o “nosso” dinheiro."
Fonte: Público - Economia